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Eduardo e Mônica eram nada parecidos, Ela era de Leão e ele tinha dezesseis

Sendo igual ao Eduardo você vai sair de várias enrascadas produzidas pela vida especialmente para as pessoas que não são como o Eduardo.

A internet é linda! Existe uma análise do ‘Comportamento de Amar de Eduardo e Mônica’ e tirando as zueras de lado é legal da uma olhada.

A análise se baseia na história de amor de Eduardo e Mônica, retratada na composição musical de Renato Russo.

Ela conta a história de um casal com padrões comportamentais diferentes, sendo a Mônica uma jovem universitária, que estudava Medicina, bastante culta, que falava alemão, gostava de magia e meditação, enquanto Eduardo era um adolescente, iniciante nas aulas de inglês, que gostava de cinema, clube e televisão.

O casal se encontrou pela primeira vez numa festa, na qual o amigo de Eduardo o teria levado. Deste momento em diante, os amantes passaram a se conhecer melhor e organizar as contingências para que pudessem aumentar a frequência dos seus encontros.

As principais observações possíveis a partir da letra da música são:

a)      Eduardo apresentava um repertório comportamental menos variado se comparado ao de Mônica. Assim, Mônica contribuiu por meio do processo de aprendizagem, através da modelagem e modelação, para que Eduardo aumentasse seu repertório com a aquisição de novas habilidades a conhecimentos, como falar sobre o planalto central, fazer natação, meditação, artesanato, etc.

b)      Os padrões comportamentais de ambos eram bem distintos, como pode ser observado neste versos “Eduardo e Mônica eram nada parecidos, Ela era de Leão e ele tinha dezesseis, Ela fazia Medicina e falava alemão, E ele ainda nas aulinhas de inglês (…)”, mas ainda assim havia uma vontade recíproca de se encontrarem, possivelmente porque quando se encontraram no passado, foram produzidos reforçadores positivos como a troca de conhecimento e de carinho, assim como possivelmente outros programas que fizeram, como ir ao cinema, foram agradáveis (reforçadores) para ambos.

c)       A primeira estrofe da música relata a rotina dos amantes Eduardo e Mônica antes de se conhecerem (antecedente histórico), o que ajuda a compreender em quais contextos viviam.

d)     Eduardo foi convidado por um amigo para uma festa cujo estilo ele não costumava frequentar. Ao chegar na festa, conheceu a Mônica e iniciou com ela uma conversa. A falta de costume com o ambiente festivo fez com que Eduardo o conceituasse como estranho e com pessoas esquisitas e consequentemente os seus comportamentos de esquiva começaram a ser emitidos, como se pode verificar nos seguintes versos: “Festa estranha, com gente esquisita, E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa – É quase duas, eu vou me ferrar”. Este último, destacado pelo travessão, faz nos inferir também que o jovem menino corre o risco de sofrer alguma punição positiva ou negativa dos pais, pelo fato de chegar tarde em casa.

e)      Apesar dos comportamentos de esquiva da “bronca” familiar emitidos por Eduardo, como ir embora antes do fim da festa, ele e Mônica criaram condições para um segundo encontro amoroso ao trocarem telefones (modificando as contingências!!). E apesar das notáveis diferenças de estilos musicais e rotina, a vontade de estarem juntos crescia gradualmente em função do acesso aos reforçadores que eram obtidos nestes encontros. Neles, o casal fazia programas de namorado, e com isso, possivelmente havia trocas de afeto, carinho e conhecimento. Logo, e óbvio, ocorreu o aumento da probabilidade da ocorrência de novos encontros.

f)       Eduardo apresentava comportamento menos variado e mais característico do padrão ocidental de adolescente se comparado ao de Mônica, já que este tinha 16 anos e se atentava para assuntos correspondentes a sua faixa etária. Em contrapartida, ela era uma jovem que tinha propriedade sobre os mais diversos assuntos como: arte, poesia e música.

g)      A aquisição de novas habilidades, a construção história comum, com habilidades comuns aos dois, concomitantemente com a vontade de estarem juntos (já explicada), levou os amantes a praticarem outras atividades, como natação, fotografia e teatro.

h)      Por Mônica possuir mais habilidades em razão de sua experiência de vida, que resultou num repertório com maior variabilidade do que o de Eduardo, ela influenciou mais o processo de autoconhecimento e aquisição de variabilidade comportamental do outro.

i)        Um fato interessante que a música aborda é o comportamento supersticioso, fazendo ouvinte acreditar que o fato dela ser do signo de “Leão” interferia nos comportamentos apresentados, desconsiderando neste verso, o histórico de cada um: organização familiar, aspectos filogenéticos, ambientes estudantis, sociais e culturais.

j)        Enfim, a música descreve o comportamento de amar, que operacionalmente poderia listado como ações recíprocas manejadas por duas pessoas para se manterem juntas, pois assim tinham acesso a consequências reforçadoras positivas e negativas. Logo, ligavam, iam ao cinema, construíram uma casa, tiveram filhos e tantos outros projetos juntos!

A conclusão? Seja mais vezes como o Eduardo

Via: Comportese

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